Ofício informou que o serviço, considerado de excelência, será “descontinuado” e terceirizado
Há mais de 13 anos, uma equipe de 16 servidores executa um serviço pioneiro no Brasil. Milhares de audiências e páginas de documentos, como sentenças, cartas rogatórias e pedidos de assistências, já foram traduzidas por eles para o inglês, italiano, francês, espanhol e alemão. Os processos variam, há desde casos de lavagem de dinheiro de milhões de dólares e tráfico de drogas por estrangeiro até casos relativamente simples. Maluf, Daniel Dantas e Abadía foram alguns dos acusados, cujos processos já passaram, em algum momento, pelos tradutores.
Apesar dos elogios de juízes e reconhecimento dos usuários, os servidores foram surpreendidos no último dia 21. Um ofício, assinado pela desembargadora Marli Ferreira, anunciou que o serviço, fornecido pela Escola de Magistrados, será descontinuado. Só serão cumpridas audiências até o fim do ano.
O serviço passará a ser prestado por tradutores e intérpretes de fora do tribunal. “Em vez de estender a experiência bem-sucedida a outras regiões, com uma pequena palavra se liquida um setor inteiro especializado, abrindo espaço para a terceirização das funções”, resume Waldo Mermelstein, tradutor da Emag. “Sem desmerecer o trabalho dos tradutores/intérpretes habilitados, a cobertura desses pontos críticos por servidores públicos garante a maior estabilidade, previsibilidade e segurança das atividades”.
Considerado imprescindível pela revista Via Legal, do CJF, e excelente pela Defensoria Pública da União, os anos de dedicação dos servidores estão ameaçados por uma curta circular. O Sintrajud é contra a terceirização e atuará para que a tradução continue a ser feita pelos funcionários do quadro. Além disso, convida todos a participar do ato/assembléia nesta quinta-feira, 4/12, às 13h, em frente ao Tribunal.
Apesar dos elogios de juízes e reconhecimento dos usuários, os servidores foram surpreendidos no último dia 21. Um ofício, assinado pela desembargadora Marli Ferreira, anunciou que o serviço, fornecido pela Escola de Magistrados, será descontinuado. Só serão cumpridas audiências até o fim do ano.
O serviço passará a ser prestado por tradutores e intérpretes de fora do tribunal. “Em vez de estender a experiência bem-sucedida a outras regiões, com uma pequena palavra se liquida um setor inteiro especializado, abrindo espaço para a terceirização das funções”, resume Waldo Mermelstein, tradutor da Emag. “Sem desmerecer o trabalho dos tradutores/intérpretes habilitados, a cobertura desses pontos críticos por servidores públicos garante a maior estabilidade, previsibilidade e segurança das atividades”.
Considerado imprescindível pela revista Via Legal, do CJF, e excelente pela Defensoria Pública da União, os anos de dedicação dos servidores estão ameaçados por uma curta circular. O Sintrajud é contra a terceirização e atuará para que a tradução continue a ser feita pelos funcionários do quadro. Além disso, convida todos a participar do ato/assembléia nesta quinta-feira, 4/12, às 13h, em frente ao Tribunal.
Um comentário:
Infelizmente, a Escola de Magistrados tem atribuições conferidas pela emenda 45 da Constituição bem específicas em relação à formação dos Magistrados. O trabalho de tradução deve estar localizado na Justiça Federal de 1ª instância. Se esse for um trabalho realmente afeto aos servidores, é´em cada subseção que deve funcionar um núcleo de intérpretes e não onerar o Tribunal, centralizando esse trabalho. Seria bom verificar os transtornos advindo do transporte de intérpretes da Av. Paulista até a cidade de Guarulhos e em termos de valores o custo de tal trabalho. Será necessário apurar todos os lados dessa moeda. Não basta simplesmente querer manter um pequeno privilégio. Pensem que com esta ampliação muito mais varas poderão ser atendidas e não só Guarulhos e São Paulo como ocorria normalmente. O trabalho poderá ser ampliado e isso sim será muito bom.
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