quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Defensor Público da União manifesta apoio aos servidores

Leia abaixo nota do Defensor Público André Gustavo Bevilacqua Piccolo sobre a decisão da desembargadora Marli Ferreira, presidente do TRF.

Em recente decisão, o Egrégio Tribunal Regional Federal da 3ª Região informou aos juízes federais que o serviço de tradutor e intérprete fornecido pela EMAG – Escola de Magistrados será descontinuado, tendo em vista a implantação do sistema AJG – Assistência Judiciária Gratuita, desenvolvido pelo Conselho da Justiça Federal, nos termos da Resolução nº 558, de 22/05/2008.

A notícia foi recebida com decepção por parte da Defensoria Pública da União em Guarulhos, localidade onde os serviços dos intérpretes revela-se da maior importância, porquanto são muitos os réus estrangeiros presos no Aeroporto Internacional em Cumbica.

A excelência dos trabalhos realizados pelos intérpretes da EMAG vinha garantindo, ao longo dos anos, o exercício pleno dos direitos insculpidos na Constituição Federal, por parte daqueles que respondem por processos penais sem dominarem o idioma pátrio, tais como o devido processo legal, a ampla defesa e o contraditório.

É certo que outros profissionais, alheios à EMAG, podem exercer com competência o mister; contudo, nada substitui a experiência dos profissionais da Escola de Magistrados que, em função do longo tempo em que vêm atuando perante a Justiça Federal em Guarulhos, sabem superar os obstáculos impostos pela dificuldade de comunicação, uma vez que, na maioria dos casos, os acusados possuem o idioma profundamente contaminado pelo acento local. Não raro presenciamos intérpretes juramentados que experimentam grandes dificuldades no trabalho de comunicação, coisa que não ocorre com os profissionais da EMAG.

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